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quinta-feira, 28 de abril de 2016

A pesca milagrosa

A missão de anunciar a palavra de Deus, não é só dos que se consagram à vida religiosa, mas sim um dever de todos nós Cristãos batizados.
Assista à homilia de Mons João Clá Dias.



segunda-feira, 25 de abril de 2016

Evangelho VI Domingo da Páscoa - Ano C

Comentários ao Evangelho VI Domingo da Páscoa – Ano C
As inexcogitáveis dádivas prometidas pelo Salvador, antes de sua partida para a eternidade, têm como pressuposto o amá-Lo e o guardar sua palavra. Aprofundar o conhecimento sobre essas promessas e as condições para elas se cumprirem, é o objetivo destas páginas.
23 Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra e meu Pai o amará, e Nós viremos a ele, e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não Me ama não observa as minhas palavras. E a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que Me enviou.
25 Disse-vos estas coisas estando convosco. 26 Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos disse.
27 Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe o vosso coração, nem se assuste. 28 Ouvistes que Eu vos disse: Vou e voltarei a vós. Se vós Me amásseis, certamente vos alegraríeis de Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. 29 Eu vo-lo disse agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis (Jo 14, 23-29).
I — Preparando a partida deste mundo
Zelo e benquerença, já antes de partir
“Partir c’est toujours mourir un peu!” Partir é sempre morrer um pouco, dizem os franceses. Assim — apesar de vivermos na era do avanço total das comunicações, na qual as distâncias quase já não existem — a despedida de um ente querido sempre dói no coração. Muito mais ainda naqueles tempos do Império Romano, nos quais as viagens eram demoradas, não havia telégrafo, telefone nem internet. Acrescente-se a esses dados o fato de o destino para o qual ia o Divino Mestre não ser outra cidade ou país, mas sim a eternidade.
Por isso mesmo, Jesus se esmera em preparar de maneira exímia seus seguidores para as conseqüências resultantes de sua ida definitiva para o Pai.
“Não se perturbe o vosso coração ...”, era o empenho zeloso e cheio de benquerença da parte de Jesus por seus discípulos. E ... “nem se assuste”. Ele é carinhoso em extremo e quer consolá-los o quanto pode, fazendo-os compreender, “antes que aconteça”, as enormes vantagens oriundas de sua partida deste mundo.
Necessidade do afastamento de Jesus

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Evangelho V Domingo da Páscoa – Ano C

Comentários ao Evangelho V Domingo da Páscoa – Ano C - Jo 13, 31-33a 34-35
Embora constatemos a instintiva repugnância de nossa natureza em relação a todo sofrimento, é nele que se encontra a porta da autêntica felicidade. E no amor ao próximo o sinal característico do cristão.
31 Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.
33a Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34 Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13, 31-33a.34-35).
No sofrimento, a raiz da glória
I - A harmonia da natureza humana no Paraíso
Nossa vida na face da Terra pode ser definida como uma grande prova, pois viemos a este mundo para enfrentar uma existência tisnada pelo pecado, repleta de dificuldades, e só se formos fiéis às graças recebidas obteremos o prêmio da eterna bem-aventurança. A prova é posta pelo Criador no caminho de todos os seres inteligentes, e nem sequer os Anjos foram chamados à visão beatífica sem passar por ela.1 Adão e Eva, nossos primeiros pais, tinham sido introduzidos no Paraíso, em graça, também para serem experimentados e não foram fiéis. Ao romper a obediência e comer o fruto proibido, foram expulsos do Éden e privados de muitos dos privilégios concedidos por Deus quando viviam em estado de justiça, dentre os quais a ciência infusa, que dava o conhecimento dos segredos da natureza, a impassibilidade, pela qual não adoeciam, e o magnífico dom de integridade.
O dom de integridade

domingo, 10 de abril de 2016

EVANGELHO IV DOMINGO DA PÁSCOA - ANO C

COMENTÁRIOS AO EVANGELHO IV DOMINGO DA PÁSCOA - Jo 10, 27-30 - ANO C
27 “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, Eu as conheço, e elas Me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. 29 Meu Pai, que mas deu, é maior que todas as coisas; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. 30 Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 27-30).
SOMOS TODOS OVELHAS DE JESUS?

Assim como outrora Jesus, o Bom Pastor, procurou atrair todos para seu Rebanho, sua voz continua hoje a ressoar nos corações, apelando para que nos deixemos apascentar por Ele. Os fariseus O recusaram decididamente. Que atitude tomará este nosso mundo?
I - O simbolismo na obra da Criação
Do nada, Deus criou todas as coisas, e de forma instantânea; não transformou seres pré-existentes, mas agiu por um ato exclusivo de sua onipotência, incomunicável a qualquer outro ser, mesmo por milagre (1). Ele tornou realidade o universo tendo em vista sua própria glória: "Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele a glória por toda a eternidade!" (Rm 11, 36). O Concílio Vaticano I é categórico neste particular: "Se alguém negar que o mundo foi criado para a glória de Deus, seja anátema" (2).
Deus é modelo de todos os seres criados
Poucos dogmas de nossa fé tiveram tão numerosos adversários como o da criação do mundo, claramente afirmado na primeira frase do Gênesis: "No princípio, Deus criou os céus e a terra" (Gn 1, 1). A variedade de objeções e heresias contra essa verdade que atribui a Deus a causa eficiente da origem do universo é grande. Por outro lado, embora a doutrina de que Deus é causa exemplar de todos os seres de sua obra dos seis dias quase não levante inimigos frontais e explícitos, são muito difundidos costumes, modos de ser, gostos, etc., pervadidos de erros larvados a esse respeito.
Na quarta via das provas da existência de Deus, explicitadas por São Tomás de Aquino, encontramos também, além do Criador como o Pulchrum (o Belo) por essência, todas as belezas esparsas pelo universo como participações e decorrências dessa fonte infinita. Mais claramente, em sua Suma Teológica, o Doutor Angélico define Deus enquanto modelo de todos os seres criados: "Deus é a primeira causa exemplar de todas as coisas (...); existem na sabedoria divina as razões de todas as coisas, às quais chamamos ‘idéias', ou seja, ‘formas exemplares' existentes na mente divina. Essas idéias (...) não são, contudo, algo realmente distinto da essência divina (...) Assim, pois, Deus é o primeiro exemplar de todas as coisas" (3).
Uma nota de altíssima beleza na Criação

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Homilias Mons João Clá Dias

Não se pode servir a dois senhores, pois a capacidade que o homem tem de amar é limitada, se a põe nas coisas do mundo, acaba por se esquecer das coisas de Deus.