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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Evangelho Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos (Missa do Dia) – 29 de Junho

Comentários ao Evangelho Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos (Missa do Dia) – 29 de Junho
Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”
14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16, 13-19).
Um simples pescador da Betsaida proclama que o filho de um carpinteiro é realmente o Filho de Deus, por natureza. Ali é plantado o grão de mostarda, do qual nasceria a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana.
I - Considerações iniciais
Difícil é encontrar alguém que nunca tenha comprovado a consonância da sonoridade obtida através de cristais harmônicos. Basta um simples golpe, em um só deles, para os outros ressoarem em concomitância. É, até, uma prova para se conhecer a autenticidade destas ou daquelas taças.
Assim, também, no campo das almas. Discernimos a que é entranhadamente católica e herética, quando fazemos "soar" uma simples nota: o amor ao Papado, seja quem for o Papa. Tornam-se encandescidas as almas fervorosas, indiferentes as tíbias, indispostas algumas, etc.
Pois esta é a matéria do Evangelho de hoje. A fim de nos prepararmos para contemplar as perspectivas que ele nos manifesta, ocorreu-nos reproduzir as considerações transcritas a seguir. Poderemos, assim, ter uma noção da qualidade do "cristal" de nossa alma:
 "Tudo quanto na Igreja há de santidade, de autoridade, de virtude sobrenatural, tudo isto, mas absolutamente tudo sem exceção, nem condição, nem restrição, está subordinado, condicionado, dependente da união à Cátedra de São Pedro. As instituições mais sagradas, as obras mais veneráveis, as tradições mais santas, as pessoas mais conspícuas, tudo enfim que mais genuína e altamente possa exprimir o Catolicismo e ornar a Igreja de Deus, tudo isto se torna nulo, maldito, estéril, digno do fogo eterno e da ira de Deus, se separado do Romano Pontífice. Conhecemos a parábola da videira e dos sarmentos. Nessa parábola, a videira é Nosso Senhor, os sarmentos são os fiéis.

domingo, 26 de junho de 2016

Evangelho - Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos (Missa da Vigília) – 29 de Junho

Comentários ao Evangelho da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos (Missa da Vigília) – 29 de Junho – Jo 21, 15-19
Jesus manifestou-Se aos seus discípulos 15 e depois de comer com eles, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.
16 E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu Me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17 Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu Me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele O amava. Respondeu: “Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que eu Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18 Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19 Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-Me” (Jo 21, 15-19).
O amor deve sempre crescer
A pergunta de Jesus a São Pedro —“Tu Me amas?” — é feita hoje a todo batizado, convidando a crescer sempre na caridade a fim de que o Divino Amado viva em cada um.
I – A força da semente
Quem vê uma semente, sem ter conhecimentos de botânica, não é capaz de prever o tipo de planta que dela nascerá. Tanto mais que as sementes têm muita semelhança entre si. Não passam de um grãozinho ou de um caroço, de tamanho minúsculo, se contrastadas com a dimensão de uma árvore. Como descobrir o que está contido numa semente de sequoia, por exemplo, ou na de um cedro do Líbano? Ao olhá-la não nos é dado ver a árvore, e só conheceremos suas possibilidades de germinação algum tempo depois de lançada na terra. Foi o que Nosso Senhor ensinou, ao dizer: “O Reino de Deus é comparado a um grão de mostarda” (Mt 13, 31). Pequeniníssimo, ao ser plantado brota dele um vegetal que costuma atingir três ou quatro metros de altura, onde as aves do céu pousam e até fazem seus ninhos. Quem veria esses efeitos na minúscula semente? Pois bem, da mesma forma, o Reino de Deus começa a deitar suas raízes numa alma e se expande pelo mundo.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Evangelho Solenidade do Nascimento de São João Batista - 24 de junho

Comentários ao Evangelho Solenidade do Nascimento de São João Batista
57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. Lc 1,57-66.80
Sem honra não há verdadeira glória
O povo de Israel ansiava pela glória mundana e por isso rejeitou João Batista, que veio restaurar a verdadeira honra, a fim de preparar a vinda do Messias.
I- Honra e glória: conceitos correlatos
“Nous avons assez de gloire, Monseigneur, mais venez nous rendre l’honneur” (1). Esta frase com a qual Talleyrand saudou e incentivou o Conde d’Artois, que aguardava indeciso, em Nancy, o momento oportuno de dirigir-se a Paris para a restauração da dinastia dos Bourbons, passados os fulgores napoleônicos, foi aureolada de fama. Com ela se encerrava a carta escrita por ele ao irmão do novo rei da França, enviada através de Vitrolles.
Os seus termos, e as circunstâncias históricas que a cercaram, fazem-nos lembrar a situação psicológica e moral na qual se encontrava o povo judeu ao se deparar com o Precursor, às margens do Jordão.
O povo judeu estava pervadido de glória
As miraculosas intervenções de Deus desde o nascimento da nação eleita tinham-na tornado célebre ao longo dos séculos, destacando-a entre todas as outras. As discussões com o Faraó do Egito e as subsequentes dez pragas, a travessia do Mar Vermelho, o maná no deserto, as Tábuas da Lei, a tomada de Jericó, os Juízes, os Reis, etc. — essas realidades grandiosas pervadiram de glória os descendentes de Abraão. Tratava-se, entretanto, mais especialmente de uma glória extrínseca, no seguinte sentido: a fama alcançada pelo povo devido às ações do Onipotente estava muito acima da esquálida virtude de seus beneficiados.
Ora, depois de tantos séculos de correspondência, não só insuficiente, mas até defectiva face a tamanha prodigalidade divina, a mentalidade do povo em geral estava deformada. Justamente, esse distorcido mirante, ao mesmo tempo moral e psicológico, constituía uma das razões pelas quais eles esperavam um Messias de cunho marcadamente político, um novo Davi ou quiçá um outro Moisés, adaptado às necessidades daquela época, para lhes conferir a supremacia sobre todas as gentes. Eles queriam a grandeza para satisfazer seus próprios interesses, inclusive financeiros.
Cristo veio trazer a suprema honra

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Solenidade da Natividade de São João Batista (Missa da Vigília) – 24 de Junho

Comentários ao Evangelho da Solenidade da Natividade de São João Batista (Missa da Vigília) – 24 de Junho

5Nos dias de Herodes, rei da Judéia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada.
8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele.
13Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus.
17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto”. Lc 1,5-17
Nos fatos que circundam a milagrosa concepção e o nascimento do Precursor, vemos a mão de Deus governando os acontecimentos, para sua maior glória.
A força da predestinação eterna
I – Predestinado desde toda a eternidade
Com a celebração da Missa da Vigília, a Santa Igreja inicia a Solenidade da Natividade de São João Batista, cuja figura ímpar mereceu ser elogiada pelos lábios do próprio Salvador: “entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista” (Mt 11, 11). Ele é o único Santo — exceção feita de Nossa Senhora — que é comemorado no dia de sua partida para o Céu, a 29 de agosto, e sobretudo no de seu nascimento; privilégio este decorrente do fato de, já libertado das cadeias do pecado original no seio materno, ter vindo a este mundo adornado pela plena posse da graça santificante.1
Com efeito, ele foi idealizado por Deus, desde toda a eternidade, para ser um varão-píncaro que antecedesse o Homem-Deus na “plenitude dos tempos” (Gal 4, 4).
Deus nos concebeu desde todo o sempre

quarta-feira, 22 de junho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Evangelho XIII Domingo do Tempo Comum – Ano c

Comentários ao Evangelho XIII Domingo do Tempo Comum – Ano c
Mons. João Clá Dias
51 "Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o Céu. Então Ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52 e enviou mensageiros à Sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. 53 Mas os samaritanos não O receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54 Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: ‘Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?'. 55 Jesus, porém, voltou-Se e repreendeu-os. 56 E partiram para outro povoado. 57
Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: ‘Eu Te seguirei para onde quer que fores'. 58 Jesus lhe respondeu: ‘As raposas têm suas tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça'.
59 Jesus disse a outro: ‘Segue-Me'. Este respondeu: ‘Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai'. 60 Jesus respondeu: ‘Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus'. 61 Um outro ainda lhe disse: ‘Eu Te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares'. 62 Jesus, porém, respondeu- lhe: ‘Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus'" (Lc 9, 51-62).
Ao responder "sim" à voz interior da graça que nos diz: "Segue-me", somos amorosamente "confiscados" por Jesus. Nossa vida já Lhe pertencia, mas, a partir desse momento, nossa entrega a Ele deve ser consciente, elevada e radical.
I - Jesus parte para Jerusalém
A passagem do Evangelho que a Igreja nos apresenta neste domingo assinala um importante marco na vida de Nosso Senhor.

Até esse momento, encontrava-Se Jesus percorrendo a Galileia, "fazendo o bem" (At 10, 38) em todos os lugares por onde Se deslocava. Duas vezes multiplicou os pães e realizou incontáveis outros milagres. Não deixou um só pedido sem ser atendido, uma alma arrependida sem ser perdoada. Tudo isso acarretou-Lhe uma fama extraordinária, da qual poderia tirar grande proveito.

Entretanto, assinala o padre Truyols, "a partir da segunda multiplicação e, até certo ponto, a partir do sermão do Pão da vida na sinagoga de Cafarnaum, levava uma vida mais retirada, ocupado particularmente em instruir Seus Apóstolos".1 Foi nesse contexto que se deram os dois primeiros anúncios da Paixão e a Transfiguração no Monte Tabor (cf. Lc 9, 22-45).
Nos versículos hoje selecionados, Nosso Senhor enceta um longo percurso rumo à Judeia, que marcará o início do Seu retorno ao Pai. Desse momento em diante, todos os acontecimentos da vida do Divino Mestre transcorrem em outra clave.